A campanha

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O principal objetivo da Iniciativa “Mais Direitos, Menos Zika”, coordenada pelo UNFPA, é engajar jovens, adolescentes e mulheres para a realização de ações de mobilização comunitária e vigilância em saúde em diferentes territórios nos estados de Pernambuco (PE) e Bahia (BA), com vistas a mitigar os impactos da epidemia de zika no exercício dos direitos reprodutivos, sem desconsiderar os direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais.

O engajamento comunitário e as ações de informação e comunicação de risco centrada no sujeito de direito são meios para estimular a demanda por serviços de melhor qualidade e insumos em saúde sexual e reprodutiva, especialmente para as mulheres, adolescentes e jovens que decidirem adiar a gravidez.

Além das ações de comunicação/informação e mobilização comunitária, incluindo marketing social para promoção do uso dos preservativos masculino e feminino como forma de prevenir a transmissão sexual do vírus zika, estamos atuando na produção e gestão do conhecimento; na advocacia e diálogo político; no fortalecimento das capacidades institucionais para a melhoria da qualidade das ações de promoção e atenção à saúde sexual e reprodutiva; na ampliação do acesso aos insumos contraceptivos, com destaque para os métodos de longa duração; e, finalmente, na atenção integral às mulheres e famílias afetadas pela síndrome congênita de zika.

A iniciativa “Mais Direitos, Menos Zika” inclui nove organizações da sociedade civil em PE e BA e conta com a parceria da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), Corpo de Resposta Civil Internacional (CANADEM), com recursos dos Governos do Japão e Reino Unido (DFID), e do Fundo de Emergência Global do UNFPA. Para além disso, está inserida no Marco Estratégico da Resposta Global e Plano de Operações Conjuntas para Zika da Organização das Nações Unidas (ONU).

O UNFPA também contribui para a resposta brasileira à epidemia de Zika com ações desenvolvidas com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e ONU Mulheres, no âmbito do Grupo de Trabalho para Zika do Sistema da ONU no Brasil.

Resultados Esperados

▪ Empoderamento das mulheres através da ampliação do acesso à informação correta, da promoção e defesa dos direitos sexuais e reprodutivos;

▪ Ampliação do acesso à informação sobre direitos, sobre o risco e implicações da infecção por vírus zika durante a gravidez, e sobre a síndrome congênita do zika em suas diferentes manifestações, para além da microcefalia;

▪ Ampliação do acesso aos serviços de saúde, ações de promoção e atenção à saúde sexual e reprodutiva (SSR) e métodos contraceptivos;

▪ Fortalecimento das capacidades e melhoria da qualidade dos serviços: ampliação do acesso à serviços de qualidade por adolescentes, jovens e adultas mais vulneráveis à infecção, em consonância com os princípios dos direitos humanos, sensibilidade cultural e perspectiva de equidade de gênero, raça e idade.

▪ Aumento de notificações de infecções pelo vírus zika, disseminação e dados desagregados por idade, sexo, raça/cor e área de residência.