UNFPA participa da 6° sala de situação para combate ao zika no Brasil

Escrito por: unfpa postado em: 07/08/2017

Acontece nesta segunda-feira, 7, em Salvador (BA), o 6° encontro da Sala de Situação, Ação e Articulação sobre Direitos das Mulheres. Criada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), ONU Mulheres e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) como resposta à crise sanitária do vírus zika, a Sala de Situação consolidou-se como um canal aberto para a análise de pesquisas e informações sobre saúde e para a articulação de ações conjuntas entre a sociedade civil e as Nações Unidas.

Wagner Martins, diretor adjunto da Fiocruz Brasilia, Jaime Nadal, Representante do UNFPA no Brasil, Joana Chagas, Gerente de Programas da ONU Mulheres, Haydee Padilla, Gerente da Unidade Familia, Gênero e Curso de Vida da OPAS/OMS

O encontro acontece na véspera da abertura da Feira Soluções para Saúde – Zika, que irá reunir pesquisadores, estudantes, empresas e profissionais de saúde, comunidades, movimentos sociais e famílias de crianças com síndrome de zika congênita para pensar soluções para enfrentar as arboviroses e a síndrome. Na feira e durante o encontro da Sala de Situação, serão discutidas as implicações da epidemia de zika que impactam diretamente nas decisões reprodutivas de mulheres e casais, pelas suas consequências no âmbito da saúde, pelos riscos da transmissão sexual e pela ocorrência de casos de síndrome de zika congênita.

De acordo com o Representante do Fundo de População da ONU, Jaime Nadal, a Sala de Situação é “um espaço de discussão, compartilhamento de informações sobre saúde e definição de ações em parceria que tem sido fundamental para o engajamento da sociedade civil e para a construção de posicionamentos conjuntos com a ONU, e que também tem servido para articular as políticas públicas relacionadas ao zika às questões de gênero e saúde reprodutiva, colocando-as como elementos centrais para a consolidação dos avanços sociais do país”.

A Sala de Situação comemorou um ano de existência em março. Ela é uma ação estratégica do Sistema ONU no Brasil em parceria com organizações da sociedade civil que tem servido como um canal de comunicação privilegiado da sociedade civil com as autoridades, tendo como pano de fundo os esforços das agências da ONU para uma resposta coordenada e integrada.

Feira de Soluções – Zika

O encontro antecipa a Feira de Soluções para Saúde – Zika, coordenada pela Fiocruz Brasília e pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fiocruz Bahia (Cidacs). O objetivo da Feira, que acontece entre os dias 8 e 10 de agosto, é promover espaços de diálogos regionais e ativar redes de colaboração para a apresentação e difusão de inovações aplicadas à Zika, Dengue e Chikungunya.

Nos próximos dias, o UNFPA terá a oportunidade de apresentar a campanha de comunicação “Mais Direitos Menos Zika”, que tem âmbito nacional e promove o acesso à informação e aos insumos contraceptivos como estratégia para enfrentar a epidemia do vírus zika. A campanha nasce da necessidade, identificada na Sala de Situação, de se complementar a linha oficial de comunicação adotada no enfrentamento da epidemia, muito centrada no controle do vetor (mosquito Aedes aegypti); a campanha estabelece uma narrativa centrada nas mulheres e em sua saúde e direitos reprodutivos, abordando ainda a promoção do uso de preservativos masculinos e femininos como parte do protocolo de prevenção da transmissão sexual do vírus zika (“não basta usar repelente, use também camisinha”).

Liderada pelo Fundo de População da ONU (UNFPA), a campanha é realizada em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), ONU Mulheres, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE). A campanha contou ainda com o envolvimento das organizações participantes da iniciativa “Atuando em contextos de Zika: direitos reprodutivos de grupos em situação de vulnerabilidade”, que subsidiaram os conteúdos das peças, e teve ainda o apoio financeiro do DFID/Governo Britânico, do Governo do Japão e Canadá.